Mais sobre diferenças, semelhanças e falsas impressões sobre formas de relacionamento não-monogâmicas

Quando você diz que é poli (meu caso) e vai contar isso pra alguém – o que procuro fazer casualmente, um bocado de gente que mal conheci soube em mesa de bar – a primeira coisa que perguntam é “mas é tipo relacionamento aberto”. Quando respondo que, no meu caso, não, a pessoa imediatamente pergunta “mas qual a diferença”?

Diferenças, semelhanças e falsas impressões são temas desse post e, na verdade, acho que polis, swingers, RLis, pessoas que se envolvem com múltiplos parceiros sem vínculo emocional ou qualquer forma de não-monogamia que exista ou venha a ser construída têm muito mais em comum do que se pensa e são formas completamente válidas de relacionamento (como a monogamia por escolha também é). Como no Brasil se discute mais a diferença entre RLi e poli, eu digo mesmo é que um anda bonito e o outro elegante.

Aviso: este texto (como todos os postados por esse perfil) é escrito sob um ponto de vista poli. Para ver um sob o ponto de vista RLi, clique aqui. Mesmo que você seja poli, clique também, porque os textos desse blog se propõem a dialogar entre si e você pode entender melhor se ler os dois.

Eu acredito que a diferença basilar seja a questão política. Se você não for feminista, não pode se considerar RLi. Embora poliamoristas que eu conheço sejam feministas e de esquerda, a questão política não é pré-requisito. Isso gera várias falsas impressões sobre os dois lados: polis parecem alienados políticos, estão expostos a julgamentos sobre sua real posição política o tempo todo; RLis parecem furiosos revoltados e intolerantes, sendo questionados também sobre a possibilidade real de seus ideais serem postos em prática. Nada disso é verdade. Tanto há uma forma de militância poli, com suas questões específicas e dedicação à divulgação na luta contra o preconceito quanto há RLis equilibrados, dispostos ao diálogo tranquilo e a explicar como os ideais estão interligados. Se as falsas impressões fossem verdadeiras esse blog sequer seria viável.

A distinção mais importante é a questão dos acordos. Para RLis, o acordo é não haver acordo. Claro que há muito diálogo, as interações não são menos profundas, mas considera-se que cada um é livre pra agir de acordo com seus sentimentos num dado momento. A relação forte disso com a questão política de que falei antes é a contrariedade a qualquer forma de controle, inclusive entre os indivíduos. Isso gera a falsa impressão de que é bagunça, todo mundo sai pegando todo mundo e que querem destruir qualquer forma de relacionamento monogâmica (ou fechada em duas pessoas). Também não é assim. Há uma minoria barulhenta que prega isso levianamente, mas definitivamente não representa nem a filosofia por trás do RLi nem a prática da maioria. Os relacionamentos não são menos profundos, as pessoas não saem magoando as outras nem são individualistas. Ao contrário, o ideal é um coletivo livre.

Polis se dedicam a construir acordos de forma que xs envolvidxs não se magoem. Isso não significa reprimir sentimentos – eles continuam existindo e não devem ser coibidos –, significa um amplo diálogo sobre como lidar com os sentimentos que surgem (ou seja, fala-se sobre o comportamento). Uma falsa impressão que vem daí é que alguém no relacionamento é um ditador que determina todas as regras. Não é assim. Ninguém fica confortável sabendo que as outras pessoas com quem se relaciona querem uma coisa e tem alguém ali “travando”. Há uma busca constante por crescimento e para que todxs fiquem satisfeitxs. Há mil possibilidades de acordos (vide o símbolo de poliamor) e eles podem mudar a qualquer momento em que as pessoas decidam que é adequado.

Poliamor, basicamente, funda-se sobre três bases: respeito, transparência e segurança. Deveriam ser bases óbvias, mas não são, porque vivemos em uma sociedade que ensina a desrespeitar, mentir e viver a vida sem preocupações enquanto se é jovem. As falsas impressões são: polis são controladores, é uma forma de monogamia disfarçada, bagunça e uma forma de trair em que o outro sabe. Eu já ouvi/li isso tudo sendo direcionado pra mim. Não confundam cuidado com controle, comprometimento com monogamia, multiplicidade de parceirxs com bagunça nem com traição. Acreditamos que liberdade é um conceito muito subjetivo, então cada um se sente livre à sua maneira e é isso o que importa.

Para não tornar esse texto gigante e chato de ler, vou parando por aqui com o que acho essencial dessa discussão. É importante deixar claro que esse não é um post de oposição de ideias e nem que defenda a superioridade de uma forma de relacionamento sobre a outra. Eu realmente acredito que o importante é cada um buscar sua forma de liberdade, de felicidade, que pode estar em um relacionamento com uma ou com 10 pessoas.

Notinha sobre segurança: seja qual for sua forma de relacionamento, previna-se contra DSTs, por respeito em relação ao seu próprio corpo e por uma questão de saúde pública. Todo mundo agradece (inclusive seu corpo).

Diferenças entre Poliamor e Relações Livres – delineando alguns conceitos

Quando entrei em contato pelas primeiras vezes com o universo da não-monogamia descobri logo que havia diferentes formas e “vertentes”, cada qual com suas especificidades práticas e suas singulares concepções ético-políticas. Para começar, acho interessante pontuar que existe uma enorme diferença entre a cultura não-monogâmica da contemporaneidade ocidental e a tradicional poligamia das culturas orientais ou antigas. Na poligamia tradicional a objetificação da mulher e a assimetria de poder entre as pessoas da relação são claras, a forma mais usual é a do homem que possui um “harém”, ou seja, que é casado com várias mulheres e possui uma espécie de direito de propriedade sobre elas.

Para nós, não-monogâmicxs (evitamos, inclusive, usar “poligamia” como sinônimo de não-monogamia), é da mais fundamental importância que todxs xs envolvidxs na relação estejam cientes e de acordo, por livre e espontânea vontade, com a configuração que ela assume ou assumirá. Honestidade e transparência são básicos. Pois bem, dado que estas são semelhanças fundamentais entre xs não-monogâmicxs, façamos uma tentativa de refinar melhor alguns outros conceitos. Existem, como eu havia dito, diversas formas de não-monogamia, entre as quais podemos destacar o poliamor, as relações livres (RLi), o swing e as relações abertas. Neste texto me limitarei a falar do poliamor e do RLi (futuramente poderemos abordar as outras).

Tive dificuldades em entender o que é poliamor por bastante tempo, mas nas conversas que tive com poliamoristas e depois de algumas leituras, o que ficou compreendido para mim é que poliamor é uma forma de não-monogamia onde existe uma infinidade de possíveis formas e configurações de relacionamento sexual-afetivo entre várias pessoas, duas ou mais, definidas pela explicitação de regras consensuais (e mutáveis). Xs parceiros envolvidos decidem como será o relacionamento por meio de muito diálogo, deixando claro a todo momento o que é confortável ou seguro para cada um(x) e que concessões e demandas serão aceitas – isto é o que elxs chamam de “acordos”.

As configurações possíveis de relacionamento poliamoroso podem ir das mais abertas e horizontais até aquelas que incluem polifidelidade (acordo de que haverá exclusividade de envolvimento sexual-afetivo entre um número limitado de parceirxs) ou hierarquia entre relacionamentos (ex: primário e secundário). Na prática, isso resulta no fato de que poliamoristas podem possuir dois, três ou mais namoros/uniões (ou outros nomes que cada grupo escolhe) com número indeterminado de pessoas. Inclusive a maioria dxs xs adeptxs do poliamor não se opõem ao casamento, pelo contrário, há aquelxs que reivindicam o direito de se casar com mais de uma pessoa.

Do ponto de vista político o poliamor não tem nenhuma posição definida enquanto movimento, surgiu internacionalmente nos anos 1990 definindo-se apenas como um estilo de vida não-monogâmico (“poliamor” é tradução de “polyamory”), de maneira que existem poliamoristas de quaisquer opiniões e orientações políticas possíveis.

O RLi é, assim como o poliamor, uma forma consensual de não-monogamia, mas possui algumas especificidades. RLis não negociam sua liberdade sexual-afetiva, o único imperativo de nossos relacionamentos é o desejo (sexual e/ou afetivo) e, assim, não há regras ou acordos de nenhum tipo. Não existe, jamais, hierarquia entre os relacionamentos e todos são necessariamente abertos. O grau de intimidade, a duração e a configuração de cada relação são determinados única e exclusivamente pelos sentimentos e emoções que se conjugam entre xs parceirxs, nos deixamos guiar pela atração sexual, a paixão ou o amor e julgamos que comportamentos derivados destes sentimentos e sensações não são passíveis de nenhum tipo de regulamentação.

A autonomia emocional e financeira de cada RLi é necessária pra que as relações se concretizem sem que sentimentos de insegurança e medo as invadam e sem que isso resulte em ciúme ou posse – é da mais fundamental importância eliminar a noção de direito de propriedade privada que subjaz as relações monogâmicas, xs companheirxs relacionam-se ou deixam de fazê-lo porque assim desejam e não por causa de obrigações supostas por alguma moral ou por direito sobre o outro. Não dividimos nem subtraímos nada de ninguém, não exigimos que parceirxs nos completem ou deem conta de nossas angústias, enxergamos as relações como soma e doação, como cooperação e companheirismo e isso vale tanto para alguém com quem nos envolvemos por algumas horas quanto para alguém com quem estamos há anos, já que todo contato humano é uma experiência única e valiosa.

RLis pautam-se pela defesa da liberdade sexual e amorosa incondicional e empreendem uma crítica contundente às estruturas patriarcais, portanto são firmemente contra o casamento e contra qualquer forma de monogamia ou mononormatividade – posições ético-políticas que derivam da constituição original do RLi enquanto movimento social, não só como estilo de vida pessoal. Ademais, todx RLi é, necessariamente, feminista, posto que defendemos que a liberdade deve ser a mesma para pessoas de todos os gêneros e orientações sexuais, do contrário não é liberdade, e posto que é primordial combater a cultura do estupro e adquirir a sensibilidade do respeito tanto ao “sim” quanto ao “não”. Observamos, portanto, que o RLi é também uma política, em geral próxima de posições mais libertárias, cujas pautas e ideias originais surgiram com o Coletivo Rede de Relações Livres de Porto Alegre há mais ou menos 10 anos (sim, o RLi é “made in Brazil”).

Bom, este assunto é extenso e eu pincelei vários outros temas complexos aqui que merecem textos à parte. Para finalizar, eu gostaria só de dizer que, do ponto de vista das experiências pessoais, cada um opta pelo tipo de relacionamento com o qual se sente melhor, não cabendo a ninguém dizer que esta ou aquela forma é intrinsecamente mais adequada que a outra. Todos nós estamos numa situação semelhante, à margem de uma cultura ainda completamente mononormativa e patriarcal que o estilo de vida não-monogâmico desafia.

Relacionamentos Anárquicos em 8 Pontos

radical relations heartEsta é uma tradução/adaptação para o português brasileiro do panfleto sobre relacionamentos anárquicos, escrito originalmente em sueco como “Relationsanarki i 8 punkter”  por Andie Nordgren e publicado por Interacting Arts  em 2006, e traduzido/adaptado para o inglês em 2013 como “ The short instructional manifesto for relationship anarchytambém por Nordgren. Mais em sueco em http://www.andie.se – um website que Nordgren manteve ativo entre 2004 e 2008, onde o conceito de relacionamento anárquico foi definido e explorado por elx[i] e outras pessoas.

Versão para o português: Grupo Mulheres Livres.

O amor é abundante e cada relacionamento é único

Os relacionamentos anárquicos questionam a ideia de que o amor é um recurso limitado, que só pode ser real quando restrito a um casal. Você tem a capacidade de amar mais de uma pessoa, e o amor e o seu relacionamento com cada uma delas não os diminui com as outras. Não classifique ou compare relações e pessoas e relacionamentos; leve em conta o indivíduo e sua conexão com ele. Uma das pessoas em sua vida não precisa ser designada como “a principal” ou “primária” para que o relacionamento seja real. Cada relacionamento é independente, é uma relação entre indivíduos autônomos.

Amor e respeito ao invés de direito pressuposto[ii]

Decidir não fundamentar o relacionamento no “direito pressuposto” significa respeitar a independência e autodeterminação das outras pessoas. Seus sentimentos e história com uma pessoa não lhe dão o direito de comandá-la ou controlá-la para que se adapte ao que é considerado normal num relacionamento. Explore como envolver-se sem extrapolar limites e crenças pessoais. Ao invés de buscar conciliação em cada situação específica, deixe as pessoas amadas escolherem os caminhos que mantém sua integridade intacta, sem fazer disso uma crise no relacionamento. Afastar-se dos direitos pressupostos e das exigências é a única maneira de ter certeza de que você está num relacionamento que é verdadeiramente mútuo. O amor não é mais “real” quando as pessoas abrem mão de coisas umas pelas outras, apenas porque isso é o esperado a se fazer.

Encontre seu conjunto de valores essenciais em relacionamentos

Como você gostaria de ser tratadx pelas outras pessoas? Quais são seus limites e expectativas básicas em todos os relacionamentos? Com que tipo de pessoas você gostaria de passar a vida, e como gostaria que seus relacionamentos funcionassem? Encontre seu conjunto essencial de valores e utilize-o em todos os seus relacionamentos. Não crie regras especiais e exceções como uma forma de mostrar às pessoas que você as ama “de verdade”.

O heterossexismo é forte e predominante, mas não deixe o medo te guiar

Lembre-se que há um sistema normativo muito poderoso em atividade, que dita como é o verdadeiro amor e como as pessoas devem viver. Muitxs irão questionar você e a validade dos seus relacionamentos se você não segue essas normas. Trabalhe com as pessoas amadas para encontrar saídas e artimanhas para neutralizar o pior dessas normas problemáticas. Encontre antídotos positivos, e não deixe que o medo conduza seus relacionamentos.

Prepare-se para o deliciosamente inesperado

Ser livre para ser espontânex – para expressar-se sem medo de punições ou do fardo do “tem que” – é o que dá vida às relações baseadas em anarquia de relacionamento. É organizar-se a partir do desejo de conhecer e explorar um(a) a(o) outrx, e não dos deveres e das exigências, ou da decepção quando eles não são cumpridos.

Finja até conseguir

Às vezes pode parecer que é preciso ser super-humanx para conseguir romper todos os padrões envolvidos na escolha de relacionamentos que não seguem o “normal”. Um bom truque é a estratégia de fingir até conseguir – quando você estiver se sentindo forte e inspiradx, pense em como você gostaria de se ver agindo. Transforme isso em algumas orientações simples, e siga-as quando as coisas ficarem difíceis. Converse e busque apoio de outras pessoas que desafiam as normas, e nunca se censure quando a pressão da normatividade te induzir a um comportamento que você não deseja ter.

Confiar é melhor

Escolher pressupor que a pessoa com quem você tem um relacionamento não deseja te causar mal vai te conduzir por um caminho muito mais positivo do que a abordagem pela desconfiança, na qual você precisa de constante confirmação da outra pessoa pra acreditar que ela está ali com você na relação. Às vezes as pessoas tem tantas coisas acontecendo dentro de si, que simplesmente não sobra energia para estender a mão e cuidar dx outrx. Crie um tipo de relacionamento onde a ausência é não só apoiada como também perdoada rapidamente, o que dá às pessoas muitas chances de conversar, explicar, verem-se e serem responsáveis no relacionamento. Mas lembre-se de seus valores essenciais e de cuidar de si mesmx!

Mudança através da comunicação

Para a maioria das atividades humanas, existe algum tipo de norma vigente sobre como elas supostamente funcionam. Se você quer desviar deste padrão, você precisa comunicar-se – senão as coisas tendem a simplesmente seguir a norma. Comunicação e ação conjunta para mudança são as únicas formas de ruptura.  Relações radicais precisam de conversas e comunicação na sua essência – não como um estado de emergência imposto apenas para resolver “problemas”. Comunique-se em um contexto de confiança. Estamos tão acostumadxs às pessoas nunca dizerem aquilo que realmente sentem ou pensam, que é preciso ler nas entrelinhas e extrapolar para descobrir o que elas realmente querem dizer. Mas essas interpretações só podem ser construídas sobre  experiências anteriores –  em geral baseadas nas normas das quais você quer escapar. Perguntem as coisas umas(uns) às(aos) outrxs. E sejam explícitxs!

Personalize seus compromissos

A vida não teria muita estrutura ou significado sem a união com outras pessoas para conquistar coisas: construir uma vida compartilhada, criar filhxs, ter uma casa ou crescer juntxs, passando por momentos bons e ruins. Estas empreitadas normalmente exigem muita confiança e comprometimento entre as pessoas pra funcionar. Relacionamentos anárquicos não significam nunca se comprometer com nada; mas sim elaborar seus próprios compromissos com as pessoas ao seu redor, libertando-as das normas que ditam que certos tipos de compromisso são um requisito para que o amor seja real, ou que alguns compromissos como criar filhxs ou morar juntxs precisam ser guiados por certos tipos de sentimentos. Comece do zero  e mantenha explícitos os tipos de compromissos que você quer ter com as pessoas.


[i] O ‘x’ é usado substituindo algumas vogais para tornar o texto neutro em relação a gênero, dentro do possível.

[ii] “Entitlement”, no original em inglês.

Sobre Poliamor

Poliamor é uma forma de se relacionar afetiva e sexualmente com as pessoas apoiada em basicamente três pilares: diálogo, transparência e honestidade. Além disso, o elemento basilar que creio que o diferencie de outras possibilidades é a existência de acordos. Esses acordos consistem no estabelecimento de certas regras que garantam o bem estar da relação e de todos os envolvidos, obviamente.

A quantidade de parceiros e os acordos podem variar imensamente. Tecnicamente, cada grupo pode ter suas próprias regras e essas regras podem variar de acordo com novxs parceirxs que surjam. Não há a necessidade de se estabelecer um parceiro primário – uma pessoa pode estar solteira e praticar poliamor –, mas é bem comum que se formem núcleos de duas ou mais pessoas (tríades, casais que se juntam, uma infinidade de possibilidades).

A forma mais conhecida e, portanto, mais fácil de começar a explicar é o relacionamento aberto, em que geralmente um casal acorda que cada um pode se relacionar com outras pessoas independentemente. Alguns fazem questão de saber quem são essas pessoas, outros não. No entanto, como disse, esse é só um dos acordos possíveis. Há casais que se relacionam com outras pessoas juntos; outros em que um pode se relacionar apenas com mulheres ou com homens; outros em que outras pessoas passam a fazer parte integral da relação e se fecha o grupo. A esse último chamamos polifidelidade, que não é um requisito para o poliamor, mas é uma possibilidade.

É estritamente necessário gostar ou pelo menos não ser totalmente avesso às DRs, porque esse tipo de relacionamento abarca a possibilidade da mudança de acordos, seja de forma geral, seja com um/a lover específicx, ou em uma situação peculiar. É uma revolução contínua, avaliação da relação e dos processos em que todos estão envolvidos. Essa é a parte que eu acho linda. Há quem ache um saco. Ainda bem que há outras possibilidades não-monogâmicas por aí pra quem não se identifica com essa.

Disponível também em: http://poliamoretc.wordpress.com/